Perito Quebra Sigilo De Urna Eletrônica Do Brasil
Especialista ganha prêmio do TSE por registrar interferência da urna sobre rádio, o que permitiria romper segredo por meio de receptores baratos.
Durante os testes promovidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para testar a segurança da urna eletrônica a ser usada nas eleições de 2010, um perito teve sucesso em quebrar o sigilo eleitoral e descobrir, por meio de radiofrequência, o candidato escolhido pelo eleitor. O consultor Sérgio Freitas da Silva compôs o grupo de 32 especialistas convocados pelo TSE e compareceu à sede do órgão na terça-feira (10/11), primeiro dia dos testes, com a estratégia de detectar a interferência eletromagnética que a urna exerce sobre as ondas de rádio.
Fiz meu experimento em 29 minutos e obtive sucesso no escopo que estava proposto: rastrear a interferência e gravar arquivos para comprovar a materialidade do fenômeno, que sintonizam ondas longas e curtas e estações em AM e FM.
Segundo Sérgio, o equipamento usado é encontrado em rádios convencionais vendidos nas lojas, "destes que custam 10 reais". A técnica acabou dando a Sérgio a primeira posição no concurso de melhorias para urna promovido pelo TSE, o que lhe rendeu prêmio de cinco mil reais.
Enquanto eu digitava na urna, rastreava através do rádio pra ver se detectava alguma interferência. Consegui rastrear a interferência que isto provocava na onda, gravando um arquivo WAV com estes sons, explica.
Sérgio explica que após gravar os ruídos que os botões da urna eletrônica exercem sobre a onda é possível decodificar os sons, o que levaria à descoberta dos candidatos escolhidos pelo eleitor, quebrando seu sigilo.
É como se o teclado da urna eletrônica se transformasse em um teclado musical, conseguindo rastrear a tonalidade da interferência neste arquivo WAV que gravei, compara.
A técnica descrita por Sérgio é chamada de Van Eck Phreaking, segundo o especialista em segurança Marco Canut, que confirma a possibilidade de quebra do sigilo eleitor caso o método seja aplicado à urna eletrônica brasileira.
Canut é diretor geral da Tempest, consultoria de segurança contratada tanto pela iniciativa privada como pelo Governo para realizar testes de segurança em sistemas computacionais, mesmo intuito do TSE ao convocar os 32 especialistas que atacariam a urna eletrônica.
"Todo computador é uma pequena estação de rádio, emitindo ondas eletromagnéticas", explica Canut. Enquanto os humanos notam como um chiado, a interferência pode ser "entendida" por máquinas, demonstrando qual a tecla escolhida pelo eleitor.
No experimento realizado no TSE, o perito precisava estar a até 20 centímetros da urna para que sua interferência fosse sentida no receptor do rádio.
É o próprio Sérgio, porém, quem esclarece que o uso de antenas mais potentes podem fazer com que a captação seja feita a até dezenas de metros da urna, como demonstraram os pesquisadores Martin Vaugnoux e Sylvain Pasini.
No experimento, gravado em vídeo no Vimeo, o apertar de botões em teclados convencionais poderiam ser interceptados e decifrados a até 20 metros de distância de onde a suposta vítima usava seu computador. Confira .:
Compromising Electromagnetic Emanations of Keyboards Experiment 1/2 from Martin Vuagnoux on Vimeo.
Se aplicássemos o modelo para seções eleitorais brasileiras, a distância seria suficiente não apenas para eleitores ou acompanhantes longe das salas onde as urnas estão, mas também para imóveis vizinhos aos prédios onde acontecem as votações.
Sérgio explica que seriam necessárias antenas mais potentes que melhorem a recepção do sinal no sistema. A estratégia quebra o sigilo do eleitor, não podendo ser aplicada para alterar os resultados de votações.
Durante a Guerra Fria, o exército dos Estados Unidos descreveu os perigos da interceptação de ondas eletromagnéticas em documentos conhecidos como Tempest, nome que acabou se tornando o apelido da técnica, explica Canut.
Desde então, as instalações militares norte-americanas usam técnicas que as blindam do vazamento eletromagnético. O especialista não vê a blindagem da urna eletrônica como uma saída plausível já que a "tornaria mais cara, mais pesada e de manutenção mais difícil".
Possíveis alterações que poderiam minimizar a emissão de onda pela urna, sugere Canut, incluiriam o uso de teclados sensíveis a toque, menos invasivos que os mecânicos usados atualmente pelo TSE.
Procurado pela reportagem, o TSE confirmou que, ao contrário do que havia confirmado anteriormente, quando disse que nenhuma estratégia de ataque havia tido sucesso, que o teste de Sérgio foi bem sucedido, mas fez ressalvas.
Nas condições que ele conseguiu, a repetição durante uma eleição é impraticável. Seria necessário que a pessoa ficasse a centímetros da urna, o que não é permitido. A cabine é vigiada pelos mesários. Ninguém pode ficar próximo, afirmou o o secretário de tecnologia do TSE, Giuseppe Gianino.
Questionado sobre a possibilidade de uso de equipamento mais potente, levantada pelo próprio Sérgio, Gianino afirmou que se trata "do campo teórico". "Se tivesse realmente a possibilidade, ele (Sérgio) teria apresentado um aparelho que faria isto".
- Fonte .: idgnow segurança
























































Como sempre a velha tática da enganação. Eles convocaram este “teste de segurança” das urnas eletrônicas somente para provar que elas eram invioláveis. Pra tanto cercearam todas as ferramentas que os possíveis invasores efetivamente utilizariam, taxando-as como piratas ou ilegais, como se os malfeitores que invadissem o sistema das máquinas no dia da eleição fossem pedir autorização ao TSE pra usar este ou aquele software. Como o Sérgio logrou êxito usando técnicas legais e ferramentas encontradas em qualquer esquina da Stª Efigênia (tanto que lhe pagaram o prêmio prometido) querem agora minimizar seu feito.
@Edmilson
E além disso que o Sérgio conseguiu, ainda existem várias outras possibilidades.
Por exemplo, como os dados gravados pelas urnas são transmitidos para o STE ?¿
Eu imagino que eles sejam criptografados e enviados por algum link direto ou coisa assim mas, quem garante que eles não podem ser interceptados ?¿ Porque invadir transmissões como essas é fichinha para os hackers profissionais, e criptografia eles comem como sucrilhos no café da manhã Hehehehehe…
Mas, para além de todas essas conjecturas, existem ainda dois fatores importantes nesta historia.
O primeiro é o fato de que Se a eleição não for roubada na urna, vai ser roubada no mandato.
E eu falo isso porque, além do Magno Malta, na minha opinião, não existem muitos outros políticos que inspirem alguma segurança ou confiança na população. O fato da eleição ser obrigatória já é um roubo. Roubo de paciência e tempo do eleitor. Eu acredito que deveria existir a possibilidade do eleitor justificar o fato de não votar, usando com justificativa o fato de que não existem candidatos que prestem, e não somente pelo fato de não estar em sua localidade de voto.
Mas, isso já é assunto para outro tipo de blog hehehehe
Voltando ao contexto deste post, o Segundo fato é o seguinte : Mesmo que os hacker não consigam invadir as urnas ou a transmissão das informações, quem garante que um ou outros funcionários responsáveis pela transmissão desses dados não esteja comprado ou algo assim ?¿
Vejam como exemplo o lance das provas do ENEM. Todo mundo sabe que essas provas já estavam vazando a muito tempo, mas somente agora isso veio a público. Então, em um pais onde se consegue baixar facilmente, no conforto de sua casa, na sua internet, os gabaritos de um exame desta magnitude, imagina o que não poderia acontecer – ou já acontece a muito tempo, todo mundo sabe mas ninguém tem coragem de falar – com a eleição ?¿ Quantas eleições e re-eleições não podem ter sido Hackeadas ?¿
Quem vai saber ?¿
É isso…